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Imagem: Inova Brasil

A fim de oferecer novos serviços e produtos, ou simplesmente reformulá-los, muitas empresas investem em centros ou setores de pesquisa internos. A ideia é aplicar métodos científicos, teorias e resultados de outras pesquisas no desenvolvimento de novas soluções para o mercado. Empresas grandes, como Microsoft e IBM, possuem centros de pesquisa em várias cidades do mundo, e não raramente publicam seus resultados em congressos científicos. Além disso, claro, as pesquisas realizadas por essas empresas comumente se revertem em novas soluções – ou seja, possuem um caráter mais aplicado do que teórico.

É importante ressaltar que organizações menores – em particular micro e pequenas empresas – também podem se beneficiar muito com incentivos internos à pesquisa e desenvolvimento.  No Brasil, por exemplo, o CNPq  estimula a inserção de pesquisadores em empresas de médio e pequeno porte, via programas como o RHAE. A ideia é empregar mestres e doutores em ambientes além Universidade, colaborando com a inovação de produtos e serviços também nas empresas menores. De todo modo, as universidades ainda concentram a maior parte das pesquisas científicas realizadas no mundo, e apenas uma pequena parcela dessas contribuições emerge para outras esferas sociais, como a Indústria.

De acordo com Brian Johnson, o mau aproveitamento das pesquisas realizadas nas universidades desfavorece o desenvolvimento de uma sociedade cada vez mais dependente de inovação – em particular, inovação tecnológica.  Essas pesquisas, em sua maioria, diferem daquelas realizadas no interior das empresas, por não terem o compromisso de se reverter , em curto prazo, em soluções para um mercado específico. Essa liberdade, quando aproveitada pelas empresas,  traz novas perspectivas para a  inovação,  podendo implicar em soluções mais criativas ou eficientes. Trata-se, portanto, de aproveitar o conhecimento que já é produzido nas universidades, associando-o a iniciativas internas de pesquisa e desenvolvimento.

Empresas como Google e IBM já procedem dessa forma, aliando seus centros de pesquisa a parcerias com universidades.  Alguns exemplos são o Projeto Athena (MIT/IBM) e o Stanford Google Library Project (Stanford/Google). Empresas menores também podem se beneficiar das pesquisas produzidas nas universidades, participando de congressos científicos ou estimulando o contato com mestres e doutores associados à Academia. Iniciativas assim contribuem com a renovação intelectual das empresas e  podem motivar a formação de parcerias produtivas.

A PaperCliQ investe em pesquisa, contando com profissionais dedicados a esse tipo de atividade, e fundamenta estudos práticos com diversos materiais, incluindo produções científicas desenvolvidas nas universidades.


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    Comentários ( 2 )

    [...] This post was mentioned on Twitter by Marcel Ayres and Cleide Dantas, PaperCliQ. PaperCliQ said: Pesquisa e inovação nas empresas http://bit.ly/a0oo5C [...]

    Tweets that mention Pesquisa e inovação nas empresas | Blog da PaperCliQ -- Topsy.com comentou em out 25 10 às 20:04

    [...] com as quais a equipe vê a comunicação. Veja um post da Aline Bessa sobre a relação entre Pesquisa e Inovação nas Empresas. Na verdade, a própria criação da agência se deve a uma experiência de integração [...]

    Pesquisa e Desenvolvimento para Comunicação Digital | Tarcízio Silva comentou em nov 03 10 às 12:20

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