Como adaptar sua casa para pessoas com cadeira de rodas

Com a vida de uma pessoas cadeirante, é preciso tornar a residência mais funcional para que ele possa fazer o máximo de movimentos e atividades sem depender da ajuda das pessoas na maior parte do tempo.

Com o passar do tempo, as cadeiras de rodas se modernizaram bastante, tanto na facilidade de manejo – como as motorizadas – como também nas dimensões – alguns modelos mais estreitos ou curtos, que podem ser usados conforme o grau de limitação física da pessoa.

E adaptar a residência também se tornou algo mais simples, sem precisar de grandes transformações ou de soluções complexas, que acabam caras e superestimam as necessidades. Vamos falar de como adaptar sua casa para pessoas com cadeira e rodas.

Tenha cuidado emocional nas mudanças para uma pessoa cadeirante

Já vai longe o tempo em que as pessoas cadeirantes não viviam bem, com pouquíssimas opções de cadeiras, pesadas e sem dirigibilidade. E também se viam como pessoas incapazes.

A evolução dos tratamentos para as paralisias e incapacitações e a modernização dos equipamentos tornou a vida dos cadeirantes mais ativa e menos triste. Portanto, é importante termos cuidado com os exageros nas adaptações.

O cadeirante, via de regra, se sente incomodado por mudar drasticamente a vida das pessoas. E as mudanças muito grandes, que impactam mais nos hábitos das demais pessoas e sem necessidade, podem criar esta sensação de desarrumação na vida de todos em volta.

Pisos e Rampas

Se você mora em casa, providencie rampas de acessos que forem necessárias, da rua para o terreno e do terreno para acesso à casa. As rampas devem ter, no máximo, 8% de inclinação.

O terreno deve ser cimentado e com o melhor nivelamento possível, evitando desníveis que prejudiquem a locomoção. Dentro de casa, devemos usar os pisos antiderrapantes e evitar os tapetes, onde a cadeira pode agarrar.

Se a residência fica em um condomínio, você deve comunicar com a maior antecedência possível a administração sobre a situação e as condições que devem existir para facilitar ao máximo o acesso e a circulação do cadeirante – a maioria dos condomínios já têm esta preocupação e é obrigatório por lei.

Em alguns casos o essencial é contratar uma agência cuidador de idosos para ter um profissional em casa para ajudar.

Portais e passagens

O ideal é que tenham 90 centímetros. Apesar dos modelos mais comuns de cadeira terem 68 centímetros de largura e passarem pelos portais de 70 centímetros, pode haver trajetos um dos lados logo em seguida, e a folga no portal vai ajudar na manobra.

Os corredores devem ter pelo menos 1 metro de largura para que as cadeiras circulem sem risco de bater nas paredes.

Portas

Devemos usar modelos com maçanetas e puxadores especiais, que as pessoas com limitações de braços e mãos possam alcançar. Outro item importante é o protetor inferior metálica para as portas. Desta forma protege-se elas e o cadeirante no caso das colisões que sempre ocorrem, e sem as proteções os riscos de quebra e danos também à pessoa são grandes.

Móveis e Quarto de Dormir

Sempre que for possível, use móveis com cantos arredondados ao invés de quinas para evitar ferimentos ao passar com a cadeira por eles e errar em alguma manobra. No caso do guarda-roupas, as portas devem ser de correr para ganhar espaço e praticidade.

O ideal para o guarda-roupas é um projeto especial para adaptar de forma que facilite o acesso às roupas, principalmente as que são mais usadas. Para acessar a cama, o ideal é ter uma área ao lado dela de pelo menos 1,5 m por 1,5 m para facilitar o giro no próprio eixo e a mobilidade para ir e sair da cama.

Interruptores e Tomadas

Para dar maior liberdade ao cadeirante, as tomadas e interruptores devem ficar mais altos, numa altura adequada para a pessoa cadeirante.

 

 

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